O potencial terapêutico da palavra escrita como contribuição para o desenvolvimento de novas histórias com crianças

Autores

DOI:

https://doi.org/10.38034/nps.v35i85.953

Palavras-chave:

Terapia Narrativa, Palavra Escrita, Psicoterapia Infantil, Documentos Terapêuticos, Externalização

Resumo

Este artigo explora o potencial terapêutico da palavra escrita no contexto da Terapia Narrativa com crianças, fundamentando-se nas premissas de Michael White, David Epston e na concepção de “documentos vivos” de David Newman. O objetivo central é demonstrar como a utilização de cartas terapêuticas, contra-documentos e registros lúdicos atua como uma ferramenta de intervenção para a desconstrução de narrativas dominantes saturadas de problemas, facilitando o surgimento e a consolidação de novas histórias de vida. Por meio do relato de experiências clínicas e estudos de caso, englobando a externalização de problemas, o manejo da regulação emocional, a criação de vínculos seguros e o compartilhamento de saberes, o estudo ilustra a eficácia da escrita no resgate de competências que poderiam se perder apenas na oralidade. A prática de documentar exige do terapeuta uma escuta atenta para capturar os valores e as habilidades implícitas no discurso infantil, devolvendo à criança o seu protagonismo. Conclui-se que o uso da literatura terapêutica não apenas celebra o desenvolvimento de novas identidades, mas também atua no rompimento do isolamento, tecendo redes de apoio e promovendo a esperança e a agência no processo psicoterapêutico.

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Biografia do Autor

Adriana Bellodi Costa Cesar, Instituto Familiae, Ribeirão Preto, SP, Brasil

Sócia  efetiva  do  Instituto  Familiae  e  docente  do  Instituto  Familiae  –  unidade de  Ribeirão  Preto.  Psicóloga  clínica,  terapeuta  individual,  de  casal  e  família;  sócia  efetiva  do  Instituto  Familiae  e  docente  do  Instituto  Familiae  –  unidade  de  Ribeirão Preto/SP.

Publicado

08/09/2026

Como Citar

Cesar, A. B. C. (2026). O potencial terapêutico da palavra escrita como contribuição para o desenvolvimento de novas histórias com crianças. Nova Perspectiva Sistêmica, 35(85), 22–39. https://doi.org/10.38034/nps.v35i85.953

Edição

Seção

Artigos