O potencial terapêutico da palavra escrita como contribuição para o desenvolvimento de novas histórias com crianças
DOI:
https://doi.org/10.38034/nps.v35i85.953Palavras-chave:
Terapia Narrativa, Palavra Escrita, Psicoterapia Infantil, Documentos Terapêuticos, ExternalizaçãoResumo
Este artigo explora o potencial terapêutico da palavra escrita no contexto da Terapia Narrativa com crianças, fundamentando-se nas premissas de Michael White, David Epston e na concepção de “documentos vivos” de David Newman. O objetivo central é demonstrar como a utilização de cartas terapêuticas, contra-documentos e registros lúdicos atua como uma ferramenta de intervenção para a desconstrução de narrativas dominantes saturadas de problemas, facilitando o surgimento e a consolidação de novas histórias de vida. Por meio do relato de experiências clínicas e estudos de caso, englobando a externalização de problemas, o manejo da regulação emocional, a criação de vínculos seguros e o compartilhamento de saberes, o estudo ilustra a eficácia da escrita no resgate de competências que poderiam se perder apenas na oralidade. A prática de documentar exige do terapeuta uma escuta atenta para capturar os valores e as habilidades implícitas no discurso infantil, devolvendo à criança o seu protagonismo. Conclui-se que o uso da literatura terapêutica não apenas celebra o desenvolvimento de novas identidades, mas também atua no rompimento do isolamento, tecendo redes de apoio e promovendo a esperança e a agência no processo psicoterapêutico.
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