Relações de poder nas práticas dialógicas
DOI:
https://doi.org/10.38034/nps.v35i84.924Palavras-chave:
práticas dialógicas, relações de poder, facilitação, democraciaResumo
Este artigo apresenta uma correspondência dialógica entre Tom Erik Arnkil e Kai Alhanen sobre o papel do poder em práticas dialógicas em diferentes contextos, incluindo serviços de saúde mental, trabalho organizacional, debate público e situações sociais polarizadas. Com base em experiências realizadas em diversos países e inspirados na concepção relacional de poder de Michel Foucault, os autores argumentam que o poder é inerente a todo diálogo e não pode ser separado dele. Práticas dialógicas como o Diálogo Aberto e os Diálogos Antecipatórios exigem usos explícitos, eticamente fundamentados e transparentes do poder para criar e sustentar espaços dialógicos. Esses espaços envolvem dimensões físicas, temporais, sociais, mentais–atitudinais e discursivas que possibilitam a igualdade, a liberdade de expressão e a construção de entendimentos compartilhados. A correspondência analisa como as ações dos facilitadores inevitavelmente moldam essas dimensões, por que o uso não refletido do poder aumenta o risco de controle sutil e como o poder pode ser exercido de modo a favorecer a polifonia, a compreensão mútua e modos democráticos de convivência. Por meio de exemplos concretos da Finlândia, da América Latina e dos Bálcãs, os autores mostram que os espaços dialógicos podem promover reflexão compartilhada mesmo em contextos de tensão, desconfiança ou trauma histórico, concluindo que o uso reflexivo do poder é central para as práticas dialógicas e para o fortalecimento da convivência democrática.
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