A crise como experiência relacional
sentidos produzidos na atenção psicossocial em saúde mental
DOI:
https://doi.org/10.38034/nps.v35i85.906Palavras-chave:
atenção à crise, subjetividade, construcionismo social, práticas dialógicas, atenção psicossocialResumo
A atenção à crise em saúde mental envolve disputas de sentidos sobre sofrimento, risco, cuidado e responsabilidade. O Objetivo foi compreender como diferentes atores produzem significados acerca da crise e como tais compreensões atravessam as práticas de cuidado, a partir de uma perspectiva relacional e construcionista da subjetividade. Trata-se de uma pesquisa de múltiplos casos, em um Centro de Atenção Psicossocial e uma Unidade de Pronto Atendimento, na região Centro-Oeste do Brasil. Foram acompanhadas seis situações de crise, envolvendo pessoas em sofrimento psíquico, familiares e profissionais de saúde, por meio de entrevistas, observação e análise de prontuários. Os resultados evidenciam que a crise é frequentemente associada, no campo institucional, à noção de risco e periculosidade, sustentando práticas centradas na contenção e na medicalização. Em contrapartida, emergem narrativas que compreendem a crise como experiência relacional, atravessada por vínculos e contextos de vida, apontando para a necessidade de práticas dialógicas no cuidado.
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