Ainda vivos:

conversas terapêuticas com pais cujos filhos morreram durante ou logo após a gestação

Autores

DOI:

https://doi.org/10.38034/nps.v30i71.660

Palavras-chave:

dor, luto, atendimento narrativo, práticas de re-member, bebês, morte de criança, perda

Resumo

Quando um bebê morre antes ou depois de nascer, nós (terapeutas e leigos) muitas vezes não sabemos como ajudar. Esse artigo aborda as delicadas conversas que são necessárias para demonstrar como as narrativas relacionais podem continuar vivas após a morte do bebê — dentro do útero, por um aborto ou natimorto. Usando as práticas de re-member[1] e o atendimento narrativo, analisamos como a identidade da criança falecida continua a fundamentar as histórias daqueles que vivem o luto.

[1] NT: Esse é um jogo de palavras proposto por Michael White com a palavra remember (lembrar-se de) e re-member (voltar a ser membro). Como não há uma palavra em português que traduza o conceito, ele será mantido em sua forma original e, em algumas situações, para melhor fluidez do texto, será traduzido por re-lembrar.

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Biografia do Autor

Helene Grau Kristensen, California State University, San Bernardino

Cand.Psych (Diploma de nível superior na Dinamarca, correspondente a um mestrado em Psicologia Clínica), especialista em terapia e luto. Trabalha em consultório particular com o maior foco em luto. Leciona Terapia Narrativa na Universidade de Copenhagen e é membro de um Comitê Dinamarquês que desenvolve orientações para os profissionais trabalharem com o luto.  http://helenegrau.dk/

Lorraine Hedtk, University of Copenhagen

MSW, ACSW, LCSW, PhD é coordenadora e professora do programa de mestrado em aconselhamento e orientação na California State University, em San Bernardino. Ela leciona nos Estados Unidos e internacionalmente sobre a morte, o morrer e o luto. Nos livros ela apresenta suas ideias e práticas diferenciadas, que representam um afastamento dos modelos convencionais do luto em psicologia. Escreveu seu último livro, The crafting of grief: Aesthetic responses to loss (Routledge, 2016) junto com John Winslade. https://rememberingpractices.com/

Adriana Muller, Centro de Estudos e Terapia da Família – CRESCENT, Vitória/ES

Psicóloga, mestre em Psicologia do Desenvolvimento. Trabalha em consultório particular e leciona Terapia Narrativa e Práticas Narrativas Coletivas na Crescent/FDV.

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Publicado

2022-03-17

Como Citar

Kristensen, H. G., Hedtk, L., & Muller, A. (2022). Ainda vivos:: conversas terapêuticas com pais cujos filhos morreram durante ou logo após a gestação. Nova Perspectiva Sistêmica, 30(71), 16–29. https://doi.org/10.38034/nps.v30i71.660

Edição

Seção

Fronteiras