Psicólogas(os) clínicas(os) e as demandas de mãe e pais em litígio

Palavras-chave: Psicoterapia, Psicologia jurídica, Divórcio, Alienação parental, Abuso sexual

Resumo

Psicólogas(os) clínicas(os) são procuradas(os) com frequência por genitores envolvidos em processos judiciais sobre a guarda de filhos, com alegações de alienação parental e/ou abuso sexual infantil. Nessas situações, são comuns pedidos de documentos psicológicos, os quais, invariavelmente, são encaminhados à Justiça. Além de incrementar a lide processual, tais documentos têm resultado em denúncias éticas nos Conselhos de categoria, realizadas por genitores que se veem prejudicados por seu conteúdo. Neste ensaio, objetivamos contribuir do ponto de vista teórico, técnico e ético da Psicologia para discussões acerca da produção de documentos por psicólogas(os) que atuam em consultório privado. Aliada à experiência das autoras como psicólogas jurídicas, é adotada a perspectiva social crítica da Psicologia Jurídica. Constatamos que o reduzido envolvimento daquelas(es) profissionais nos debates sobre família pós-divórcio torna as práticas na área de fácil alcance da judicialização. Apontamos, assim, como urgente e imprescindível o diálogo interdisciplinar.

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Biografia do Autor

Analicia Martins de Sousa, Universidade Veiga de Almeida, Rio de Janeiro/RJ

Psicóloga Clínica e Jurídica. Doutora em Psicologia Social pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, com estágio doutoral na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto (Portugal). Pós-doutorado em Comunicação e Cultura pela Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Fernanda Hermínia Oliveira Souza, Faculdade Pio Décimo, Aracaju/SE

Psicóloga Clínica e Jurídica. Doutora em Psicologia Social pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro e pela Université Paul – Sabatier – Toulouse III (França).

Publicado
2021-09-02
Como Citar
Martins de Sousa, A., & Oliveira Souza, F. H. (2021). Psicólogas(os) clínicas(os) e as demandas de mãe e pais em litígio. Nova Perspectiva Sistêmica, 30(69), 49-61. https://doi.org/10.38034/nps.v30i69.613
Seção
Artigos