O USO DE METÁFORAS COM UM ADOLESCENTE EM PROCESSO PSICOTERAPÊUTICO FAMILIAR

Palavras-chave: metáforas, processo psicoterapêutico, adolescência, Construcionismo social, Práticas colaborativas e dialógicas

Resumo

Neste artigo, buscamos ressaltar as contribuições que as metáforas proporcionam para ampliar os recursos conversacionais entre psicólogo e cliente. Para compreender e refletir, portanto, o processo da família, nosso olhar conversou com o construcionismo social, bem como com as práticas colaborativas e narrativas. O estudo de caso aqui apresentado se refere a um recorte de um processo psicoterápico familiar. O foco, no entanto, serão as sessões das quais o adolescente, que estava em período de adoção, participou individualmente. Escolhemos recortes dessas sessões para exemplificar a forma como coconstruímos a utilização das métáforas, as quais foram utilizadas e propriciaram a conexão da dupla cliente-terapeuta, possibilitando ressignificar os sentimentos e emoções desse adolescente sobre algumas questões importantes da sua história, incluindo a estigmatização que marcava suas falas sobre quem acreditava ser – um adolescente malvado e não amado.

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Biografia do Autor

Mariana Peres Trajano, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis/SC
Mestre em Saúde Mental e Atenção Psicossocial pela Universidade Federal de Santa Catarina. Possui graduação em psicologia pela Universidade do Sul de Santa Catarina. Atua como psicóloga clínica na cidade de Florianópolis.
Monica Duarte da Silva Gonçalves

Mestre em Psicologia pela UFSC, SUPERVIDIRA-DIDATA  em Psicodrama pela FEBRAP, FORMAÇÃO experiência em Processos de Desenvolvimento Grupais e terminando E especialiSTA em Terapia relacional sistêmica - foco em casais e famílias.

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Publicado
2020-08-31
Como Citar
Trajano, M. P., & Gonçalves, M. D. da S. (2020). O USO DE METÁFORAS COM UM ADOLESCENTE EM PROCESSO PSICOTERAPÊUTICO FAMILIAR. Nova Perspectiva Sistêmica, 29(67), 23-40. https://doi.org/10.38034/nps.v29i67.517
Seção
Artigos