Visão quádrupla na prática: dados, teoria, intuição e a arte da terapia

  • Hugh Palmer
Palavras-chave: Gregory Bateson, epistemologia cibernética, estética, terapia sistêmica, intuição, identidade do terapeuta

Resumo

Este artigo descreve uma abordagem terapêutica inspirada tanto pela obra de Gregory Bateson, quanto pelo conceito “visão quádrupla” proposto pelo poeta e místico William Blake. Uma visão quádrupla envolve o uso de dados, teoria e intuição em um processo estético. Ela propõe uma maneira de pensar os elementos da prática como sendo partes interconectadas e igualmente importantes de uma teia estética, mais do que partes ou domínios isolados que precisam ser agregados e encaixados numa estrutura formal e rígida. De modo bastante significativo, esta abordagem oferece ao terapeuta meios de incorporar sua experiência interna – inclusive sua intuição – em um processo coerente que também envolve o uso de teoria e de dados de pesquisa. As quatro dimensões da visão – a visão quádrupla – inte-ragem e criam um desdobramento iterativo. Mas não deixa de ser um tanto complicado se deslocar de partes e todos para relações e processos! Neste sentido, o artigo também apresenta um estudo de caso com o intuito de oferecer algumas pistas sobre como a visão quádrupla pode ser usada para informar e refletir na prática terapêutica. 

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Biografia do Autor

Hugh Palmer
Terapeuta Sistêmico e de Família, registrado no Conselho Britânico
de Psicoterapia.

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Publicado
2017-12-21
Como Citar
Palmer, H. (2017). Visão quádrupla na prática: dados, teoria, intuição e a arte da terapia. Nova Perspectiva Sistêmica, 26(59), 6-21. Recuperado de https://revistanps.com.br/nps/article/view/313
Seção
Artigos