Gregory Bateson e o construtivismo

  • Murilo José D’Almeida Machado Psicologia da Universidade Paulista – UNIP – Campus de Araraquara.
  • Ulisses Herrera Chaves Psicologia – UNIP – Campus Bauru.
Palavras-chave: Gregory Bateson, construtivismo, pós-moderno, novo paradigma, teoria sistêmica.

Resumo

Esse artigo tem como propósito expor algumas contribuições teóricas de Gregory Bateson (1904-1980), em particular sobre o “Sistema de Codificação-avaliação” e a “Teoria dos Tipos Lógicos”, no sentido de propiciar ao leitor uma reflexão sobre a importância de tais contribuições para a mudança paradigmática que ocorre na ciência. Esta é uma mudança do paradigma característico da chamada era moderna da ciência para um novo paradigma, o da era pós-moderna. O processo de mudança paradigmática foi impulsionado pela contribuição de vários autores que, ao longo do tempo, foram incutindo outro modo de pensar o conhecimento científico. Este artigo aponta para Gregory Bateson.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Murilo José D’Almeida Machado, Psicologia da Universidade Paulista – UNIP – Campus de Araraquara.

Psicólogo, antropólogo, especialista em Intervenção Familiar: Psicoterapia e Orientação, pela FAMERP, doutor na área de Antropologia Visual pela UNICAMP, professor no Curso de Psicologia da Universidade Paulista – UNIP – Campus de Araraquara.

Ulisses Herrera Chaves, Psicologia – UNIP – Campus Bauru.

Psicólogo, especialista em Terapia Familiar e de Casal pela PUC-SP, doutor em Ciências da Reabilitação pela USP, coordenador auxiliar do Curso de Psicologia – UNIP – Campus Bauru.

Referências

Bateson, G. (1965). Naven. The culture of the Iatmul people of New Guinea as revealed through a study of the “naven” ceremonial. Standford: Standford University Press. (Original de 1936).

Bateson, G. (1985). Mente e Natureza: uma unidade necessária. London: Flamingo. (Original de 1979).

Bateson, G. (1987a). Cultura Contact and Schismogenesis. In: Steps to na Ecology of Mind. Northvale: Janson Aronson. (Original de 1935).

Bateson, G. (1987b). A Theory of Play and Fantasy, in: Steps to an Ecology of Mind. Northvale: Jason Aronson. (Original de 1955).

Bateson, G. & Ruesch, J. (1965). Comunicacion. La matriz social de la psiquiatría. Buenos Aires: Paidos. (Original de 1951).

Descartes, R. (1989). Discurso do Método. São Paulo: Ática. (Original de 1637).

Ferreira, R. (2001). Construtivismo: um momento de síntese ou uma nova tese? Cadernos de Psicologia, Ribeirão Preto, 4(1), 27-39.

Glasersfeld, E. von. (1991). Knowing without metaphysics: aspects of the radical constructivist position. In: Steier (Ed.). Reserarch and reflexivity. London: Sage.

Glasersfeld, E. von. (1994). Introdução ao construtivismo radical. In: Watzlawick, P. (Org.) A Realidade Inventada. Campinas: Editorial Psy. (Original de 1981).

Grandesso, M. (2000). Sobre a reconstrução do significado: uma análise epistemológica e hermenêutica da prática clínica. São Paulo: Casa do Psicólogo.

Lipset, D. (1991). Gregory Bateson. El legado de un hombre de ciencia. México: Fondo de Cultura Económica. (Original de 1980).

Mahoney, M. (1998). Processos humanos de mudanças: as bases científicas da psicoterapia. Porto Alegre: Artmed. (Original de 1991).

Morin, E. (2011). Introdução ao Pensamento Complexo. Porto Alegre: Editora Sulina. (Original de 1990).

Pauzé, R. (1996). Gregory Bateson. Intinéraire d”un chercheur. Ramonville Saint-Agne: Éditions Èrès.

Samain, E. (2004). Alguns passos em direção a Gregory Bateson. In: Ghrebh – Revista de Comunicação, Cultura e Mídia (CISC), (5), 1-20. Recuperado em 15 de agosto, 2015, de http://revista.cisc.org.br/ghrebh5/artigos/05ettienesamain022004.htm.

Vasconcellos, M. (2003). Pensamento Sistêmico: o novo paradigma da ciência. Campinas: Papiros. (Original de 2002).

Winkin, Y. (1981). La nouvelle communication. Paris: Éditions du Seuil.

Winkin, Y. (1996). Anthropologie de la communication. Paris: De Boeck & Larcier.

Publicado
2016-06-23
Como Citar
D’Almeida Machado, M. J., & Herrera Chaves, U. (2016). Gregory Bateson e o construtivismo. Nova Perspectiva Sistêmica, 25(54), 29-44. Recuperado de https://revistanps.com.br/nps/article/view/101
Seção
Artigos